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  • Nonato Brito

LIMA CARDOSO: Maior tragédia marítima de Guimarães completa 38 anos


Transcrito do blog vimarense.zip.net publicado no ano de 2008

O barco Lima Cardoso era a maior embarcação de Guimarães

O então prefeito José Murilo Nunes de Sousa coordenou os trabalhos de resgate dos sobreviventes. Na foto, acompanha o sepultamento das vítimas no cemitério da cidade (Foto: Jornal Resenha Policial/Agosto de 1980)

Nunca a movimentação no cemitério da cidade tinha sido tão intensa (Foto: Jornal Resenha Policial/Agosto de 1980)

O vereador Emanoel Gomes, então com 29 anos, morto no naufrágio. A sua mãe Anita Gomes, não resistindo a morte do filho, morreria dois dias depois A maior tragédia marítima de Guimarães completa 38 anos. No dia 7 de julho de 1980, 49 pessoas morreram no naufrágio do barco “Lima Cardoso” ao bater no recife do Mero, próximo ao Farol de Pirajuba, na costa do Município de Alcântara. O barco de madeira, que era a maior embarcação motorizada do Município, saiu do porto de Guimarães, às 6 horas da manhã, numa época em que ainda não havia linhas de ônibus, levando cerca de 180 passageiros e por volta das 8 horas bateu no recife do Mero. O regate dos sobreviventes foi feito de helicóptero, barcos e catamarãs. No dia seguinte era rara a rua da cidade de onde não saía um caixão em direção ao cemitério. A tragédia enlutou a cidade. Nesse ano até a tradicional Festa de São José, nos seus áureos tempos, deixou de ser realizada. Dentre os mortos do naufrágio figuravam o vereador Emanoel Gomes, então com 29 anos, o odontólogo Sudário Pinheiro Filho, que trabalhava para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Abel Costa, proprietário do barco "Nova da Costa", Rosa Cristina Martins, Dionísio Camargo Júnior, Aldenora Pontes, Eliu Ribeiro Rodrigues, Alcina Sales, Ribamar Santana, Raimunda das Graças Sales, Josefina Costa (Zeca), Maria Nazaré Coelho Abrantes, Nizete Farias, Antônio Silva do Rosário (Aniquito), Faustina Tavares Baeta e dezenas de vimarenses entre crianças, jovens e adultos, da sede, do Cumã, Maçaricó, Jenipapo, Encontro, Boa Esperança e Damásio. No ano de 2001, o poeta Benedito Reis publicou um livro todo versejado narrando a tragédia no mar.


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