• Nonato Brito

Terremoto no Maranhão causa pânico e evacuação de prédios.


Funcionários da SEDUC evacuaram o prédio neste terça-feira

O Estado do Maranhão foi atingido hoje (3), pela manhã, por um terremoto de magnitude de 4,7 graus na escala Richter. O epicentro, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), foi na cidade de Vargem Grande, 180 km de São Luís e os tremores foram sentidos, ao todo, em 17 municípios: na capital São Luís, em Vargem Grande, Belágua, Icatu Timon, Chapadinha, Urbano Santos, Presidente Vargas, Itapecuru Mirim, Pinheiro, Rosário, Caxias, Codó, Bacabal, Grajaú, Miranda do Norte, São José de Ribamar. Conforme relatos nas redes sociais, foram sentidos tremores também em Teresina, no Estado do Piauí.


SUSTO E EVACUAÇÃO DE PRÉDIOS


Na capital, vários prédios foram evacuados devido ao tremor. Na Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que está localizada na área central de São LuÍs, o tremor causou pânico entre os 100 funcionários que estavam no prédio, que decidiram evacuar o local.

A advogada Mônica Oliveira, que estava em um prédio comercial na Avenida dos Holandeses no momento do terremoto, relatou que ela e seus colegas trabalhavam normalmente quando sentiram os móveis da sala balançarem. Ao saírem viram que todos estavam evacuando o prédio e acompanharam. "A sensação foi de pânico”, declarou a advogada.

Há também relatos de que os prédios da sede do Tribunal de Contas do Maranhão e do 7º Juizado Especial Cível foram evacuados devido ao abalo sísmico. O mesmo ocorreu em prédios de Teresina.


No início da tarde de hoje, a secretaria de Defesa Civil confirmou que uma acomodação de terras causou o terremoto que atingiu o Maranhão e parte do Piauí. O coordenador da Defesa Civil Vitorino Tavares determinou a evacuação dos prédios até que seja feita uma vistoria.

Escala Richter

A chamada Escala Richter, é uma escala arbitrária com pontuação máxima de 10. Um tremor de 4,6 é considerado "ligeiro" e causa visível tremor de móveis e objetos dentro de um ambiente. É um tremor significativo, mas que normalmente não gera grandes danos. Ocorrem em média 6.200 tremores como este no ano.

O terremoto de hoje foi o maior registrado na região Nordeste, conforme informa o geógrafo da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) Luis Jorge Dias. Podem ocorrer mais pequenos tremores, mas como a bacia sedimentar da Parnaíba não foi totalmente estudada, não é descartada a possibilidade de ocorrerem tremores de maiores proporções, concluiu o geólogo.

Mais cedo, também nesta terça-feira, o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou abalos sísmicos no Chile e na Índia. (Fonte: www.g1.globo.com)

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