• Nonato Brito

Marinha aciona Abin e PF para investigar navio fantasma que encalhou em praia de Cedral


Navio que apareceu sem tripulantes na praia de Saçoitá, em Cedral


(Texto do UOL, Carlos Madeiro)


A Capitania dos Portos do Maranhão abriu inquérito e acionou as polícias Federal e Militar e até a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para descobrir a origem e propriedade de um navio que apareceu sem tripulantes na praia de Cedral, no litoral do Estado, na última segunda-feira (27).


"É o mesmo que encontrar um carro na estrada com chassis raspado e sem placa", conta o capitão dos Portos do Maranhão, André Trindade.


Segundo ele, o "navio-fantasma" foi encontrado em uma praia a cerca de 10 km da sede, no município de Cedral por pescadores, que acionaram a Capitania dos Portos.


O navio com cerca de 20 metros está encalhado em uma praia deserta e chamou a atenção de curiosos. Na embarcação havia vários objetos, como motores e mantimentos.


"Nossa equipe foi lá na terça (28)e constatou a existência de um barco pesqueiro com alguns pertences, mas em estado muito avançado de deterioração. Pegamos a inscrição e verificamos, mas não há registro nos sistemas de controle da Marinha. O proprietário não pode ser localizado por conta disso", afirmou.


A Polícia deve fazer um pente fino na embarcação para saber se não há material ilícito escondido. Até o momento não foram encontradas drogas.


Procurada pelo UOL, a superintendência da Polícia Federal no Maranhão informou - pela assessoria de imprensa - que não comenta investigações em andamento e apenas se pronunciará ao fim da investigação.


Enquanto isso, o caso é tomado por mistério. "Nunca vi um caso assim. Aqui no Maranhão nunca teve. Já vimos embarcações abandonadas, mas não com pertences dentro", conta o capitão Trindade.


Só existem duas possibilidades: ou a tripulação foi retirada ou saiu porque quis. Se foi porque quis, pode ser fazendo algo ilegal, aí tem um problema e abandona para evitar punição. A outra possibilidade é a ação de outras pessoas, aí é investigação policial quem vai dizer", completou.(Fonte: www.uol.com.br)

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