• Nonato Brito

Dona Betina Cavaignac foi rainha da Festa de São José há 60 anos


Na entrevista concedida ao Blog Vimarense, dona Betina Cavaignac lembra dos concursos da Festa de São José na década de 1950.

O Blog Vimarense entrevistou dona Betina Cavaignac, rainha da Festa de São José em 1957. O concurso naquele ano foi entre Canções. Betina Cavaignac representou a música "Silêncio" e Maria Aparecida Nunes, que foi a princesa da Festa, representou a música "Lencinho Branco", ambas sucessos do Rádio, na época. Havia mais quatro candidatas representando canções: Zizi Pimenta, Leila, Rosa Amélia e Eunice. Dona Betina que todos os anos, ainda hoje, religiosamente, vem a Guimarães para a procissão de São José, será homenageada no sábado (9), na praça dos Sagrados Corações registrando o seu nome no Livro Oficial de Festas Religiosas da Paróquia de São José de Guimarães, e recebendo a Medalha de São José, junto a outras dezenas de ex-candidatas do festejo. A seguir a entrevista concedida ao editor do blog, Nonato Brito:


Blog Vimarense - A senhora foi a rainha da Festa de São José na década de 1950. A senhora lembra o ano.

Betina Cavaignac - Foi em 1957.


Nessa época a disputa entre as barracas foi entre canções. A senhora lembra?

A canção que eu representei foi "Silêncio".


A senhora se lembra das pessoas da comunidade que trabalharam lhe apoiando?

Lembro de Anita Gomes e Arnaldo Melo. Nonato, só me lembro mesmo desses dois porque meu pai não aceitava essa minha candidatura porque eu era mais velha que as outras candidatas e ele achava ruim, mas Anita entendeu que eu deveria ser a candidata e aí eu fui por conta dela.


Quais as canções das outras barracas?

Nonato, eu tenho vagamente a lembrança que a barraca de Maria Aparecida, filha de Durvalina Nunes, era Lencinho Branco e quem trabalhava com ela era Alice e Altiva, irmãs de Anita, que me apoiava. Anita era daada para trabalhar nessas coisas e até na política, brigava mesmo e conseguia. Anita era muito minha amiga, éramos vizinhas aqui na praça, às vezes chegava aqui quando ainda trabalhava com meu pai no cartório e dizia: - Nha Beca tem alguma coisa pra se fazer?


Nessa época já havia a procissão marítima?

Já sim. Tanto a terrestre quanto a marítima. Eu é que nunca fui porque meus pais não deixavam.


Quem eram os marítimos dessa época?

Lembro de Dário Nascimento, Osvaldo e Ribamar.


Quem era o vigário da paróquia da época?

Não lembro.


A senhora se recorda dos nomes das embarcações que participaram da procissão marítima da época?

Lembro do barco Elmo.


Nessa época o festejo era bem participativo?

A igreja sempre cheia e na procissão também muita gente.


Nesse ano de 1957 havia outras religiões na cidade?

Já tinha a Assembleia de Deus, a igreja de Crente como se chamava naquela época. Lembro até que Celso Coutinho e os meus irmãos Zebinho e Raimundinho iam para a pirâmide chatear o pessoal. Hoje todos as religiões convivem muito bem. Nessa época o meu pai fazia a festa de São Benedito ou aqui na porta de casa ou em Cumã, nas férias que passávamos lá. Meus pais eram muito católicos. Meu pai fazia muitas festas aqui em casa mesmo. As pessoas vinham dançar.


Muito obrigado pela entrevista, dona Betina.

Agradeço também.


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