• Nonato Brito

Poeta e escritor vimarense escreve crônica sobre Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis - "Uma Maranhense"

Juca Araújo

Há cochichos elogiosos por toda cidade, Sobre uma história tão rica, tão bela, Que passou a esbarrar nas janelas E nas portas da minha curiosidade. É a história de uma fêmea traquina, Com a coragem da mulher nordestina. Uma competente professora, Poeta e escritora, Que se tornou guimaraense, Que usou o pseudônimo, Uma Maranhense, Para fugir do terrível fenômeno Do preconceito, para lançar seu livro Úrsula, que fala dos negros cativos. Cá pra nós, Firmina dos Reis! De onde vem essa altivez, E esse jeito de mulata atrevida, De sorrir mansinho, Defendendo os direitos da vida, Poetando ternura e carinho? De onde vem esse desejo maior De fundar uma escola no povoado Maçaricó? De onde vem esse aconchego, Com largas asas guardiãs, Pra envolver Guimarães? De onde vem esse bravo apego, E todo esse rompante Pra lutar por teus semelhantes? Firmina!... Uma conversa à parte! De onde vem esse amor que parte O teu coração? Esse jeito todo varonil, esse encanto Por Guimarães como se fosse teu próprio chão E exigir aposento nessa terra de Urbano Santos?

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