Guimarães 260 anos: o rosto tupinambá, luso e africano no nascimento da vila

19.01.2018

Porto do Guarapiranga 

 

O juiz vimarense Agenor Gomes, no aniversário da cidade, escreveu, para o Blog Vimarense, o artigo "Guimarães 260 anos: o rosto tupinambá, luso e africano no nascimento da vila". Pós-graduado em História e Cultura no Brasil e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Guimarães, Agenor Gomes foi prefeito de Guimarães (1989-1992). É juiz de Direito em São Luís.

 

GUIMARÃES 260 ANOS: O ROSTO TUPINAMBÁ, LUSO E AFRICANO NO NASCIMENTO DA VILA

 

 

                                                                                  Agenor Gomes

 

 

     Neste 19 de janeiro a nossa Guimarães completa 260 anos. Nasceu com rosto tupinambá, embora a história oficial assegure ter ela nascido portuguesa. Eram mais de 300 rostos de índios tupinambás e de outras nações indígenas presentes no momento em que o governador Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, brigadeiro português, elevou o distrito à condição de vila naquele 19 de janeiro de 1758[1].

 

  Mais de um século antes, onze aldeias dos tupinambás encontravam-se espalhadas a partir das margens da baía de Cumã quando se deu o primeiro contato de um europeu com índios tupinambás do Cumã. A Charles des Vaux, da expedição francesa de La Ravardière, coube a tarefa de estabelecer boa vizinhança com as tribos das redondezas da Ilha de São Luís, nos esforços para a conquista do Maranhão. Em tribos do Cumã, des Vaux, que chegou a aprender a língua dos nativos, foi recebido por Caruatá-Pirã e Januaresic [2].

 

   Somente depois da expulsão dos franceses, é que a Coroa Portuguesa começaria, de forma efetiva, a ocupação dos territórios dos tupinambás do Cumã. Era o começo do fim das tribos indígenas que circundavam a baía. O levante dos tupinambás contra a dominação portuguesa provocaria violenta repressão das autoridades da Capitania, dizimando milhares de índios.

 

     Embora a vila viesse a ser fundada em 1758, em terras doadas à Coroa Portuguesa por José Bruno de Barros, a fazenda Guarapiranga fora o primeiro núcleo de colonização, implantado pelo seu pai João Teófilo de Barros, décadas antes, em terras dos tupinambás.

 

     Estavam ali, no janeiro chuvoso daquele ano, índios das aldeias de Jacumã, Axindiua e Cumã, além de índígenas escravizados trazidos dos sertões do Pará[3], recém-libertados pela lei pombalina de 1755. Brancos, entre portugueses e brasileiros presentes à solenidade, eram poucos. De São Luís e Alcântara vieram o governador da Capitania, o ouvidor, o escrivão, fidalgos da Casa Real e pouco mais de uma dezena de autoridades da comitiva do governador. Presentes, também, dezenas de donos de sesmarias que começavam a plantar algodão, arroz, mandioca e a criar gado nos campos de Pericumã e Mariano, nos limites que iam da beira da baía de Cumã até às margens do rio Turiaçu.

 

    Mulheres e homens negros também eram poucos nessa época. A importação de escravos para o porto de São Luís estava em seu início, sob as leis do Reino de Portugal. Nos anos seguintes explodiria o massivo e violento tráfico de milhares de escravos arrancados da África e transportados pelo Atlântico para construir a prosperidade econômica de Guimarães na segunda metade do século XIX, no ciclo da cana-de-açúcar. 

 

A HERANÇA DE JOSÉ BRUNO DE BARROS

 

   Durante muitos anos a historiografia difundiu a versão de que o fundador de Guimarães fora o fidalgo português José Bruno de Barros. O testamento de José Bruno, datado de 1810, atualmente no Arquivo do Tribunal de Justiça do Maranhão, comprova que não. José Bruno de Barros nascera escravo na Fazenda Guarapiranga no ano 1719. Mulato, filho do alcantarense João Teófilo de Barros com a sua escrava Silvana Pestana, somente aos 32 anos ele obtivera a sua carta de liberdade no momento em que seu pai fizera o testamento e o convertera em herdeiro de seus bens[4].

 

   Por pouco a negra Silvana não seria ao mesmo tempo mãe e escrava do filho José Bruno: João Teófilo ditara a sua alforria na mesma data em que concedera a carta de liberdade ao filho. E numa ironia da história, José Bruno, o ex-escravo, passa a ser também senhor de escravos, na condição de herdeiro de seu pai.

 

    É na condição de herdeiro que José Bruno faz a doação da Fazenda Guarapiranga à Coroa para a fundação da vila entregando à Capitania, por força da Lei de Liberdade dos Índios, os 350 indígenas que seu pai escravizara. Impedido de escravizar índios, José Bruno passa, a partir daí, a adquirir mais escravos negros e vai fixar-se na Fazenda Juçara, mais ao norte, nas proximidades da praia de Saçoitá. A ideologia da escravidão do opressor havia penetrado na tessitura do oprimido.

 

    As Ordenações filipinas que vigoraram no período colonial e no Brasil Império até 1830, ofereciam o arcabouço jurídico para a manutenção da escravidão[5]. As leis do Império que sucederam as Ordenações asseguraram a continuidade do regime escravista. O escravo era "mercadoria inteligente", um bem semovente, objeto de variadas transações mercantis: compra, venda, penhor, doação, embargo, sequestro, depósito, adjudicação, arremate, transmissão por herança e empréstimo[6]. As camadas senhoriais não lançavam dúvidas sobre a legitimidade da escravidão, praticada desde tempos imemoriais. As ideias iluministas ainda engatinhavam na Europa setecentista.

 

   A cana-de-açúcar e a produção de farinha de mandioca provocariam um surto de prosperidade econômica em meados do Oitocentos às famílias portuguesas procedentes do Minho e das Ilhas dos Açores, a exemplo dos Coelho de Souza, Pimentel Belleza, Abrantes Avellar, Costa Carvalho, Cadete Braga e Dias Vieira, permitindo até que vários de seus filhos seguissem para estudar na Universidade de Coimbra, em Portugal. Esses núcleos familiares somaram-se à dezenas de outras famílias vindas de São Luís e Alcântara, décadas antes, instaladas quando da abertura da estrada pelo capitão-mor  Diogo da Costa Machado entre 1619 e 1622. Pouco tempo depois essa estrada seria abandonada para dar lugar à Estrada Real que ligou Alcântara a Belém, passando pelos lugarejos Lago, Gepuba, Pindobal, Frechal, Gurutil, Santiago, Sacramento e Turi.[7]

 

A PROSPERIDADE ECONÔMICA

 

    Em 1860, o relatório do governo apontava Guimarães como o primeiro produtor de farinha de mandioca da Província - 144.000 alqueires e o segundo em açúcar, com 68.000 arrobas[8],  além da produção de aguardente, milho, goma de tapioca, fumo, algodão e a produção do peixe seco e camarão seco.

 

      Quando o poeta maranhense Ferreira Gullar, cem anos depois, exilado em Buenos Aires, evocar as suas lembranças da infância, adolescência e de homem adulto em São Luís, no seu Poema Sujo, lá, em uma das páginas do poema, estará registrada a conservação do camarão seco na produção de Guimarães, herança do trabalho escravo à época em que não havia câmaras frigoríficas. O processo passa pela salga em grandes caldeirões, quando o camarão recém-pescado, entremeado em camadas de sal, é posto ao fogo. Depois de torrado[9] é exposto ao sol em grandes meassabas[10] para secar e finalmente, colocado em cofos[11] para a comercialização, cujo maior comprador é a capital para atender, principalmente, à demanda das bancas da Praia Grande:

 

           Não seria correto dizer

           que a vida de Newton Ferreira

           escorria ou se gastava

           entre cofos de camarões, sacas de arroz

           e paneiros de farinha d'água

           naquela sua quitanda

           na esquina da Rua dos Afogados

           com a Rua da Alegria.

           (...) Parado e ao mesmo tempo inserido

           num amplo sistema

                   que envolvia os armazéns

           da Praia Grande, a Estrada de Ferro São Luís-Teresina,

           fazendas em Coroatá, Codó, plantações de arroz

           e fumo, homens que punham camarões para secar 

           ao sol de Guimarães.[12]

    

   Além do trabalho na produção do peixe e camarão secos, escravos com aptidões para navegar em mar aberto integravam as tripulações das embarcações à vela a fim de transportar a produção da vila. Assim é que vamos encontrar nas anotações do movimento do Porto de São Luís o "registro de saída da sumaca[13] Desengano para o porto de Guimarães, de propriedade de João Marques de Azevedo, com 9 pretos de tripulação", em 1836[14]. Várias  outras embarcações à vela faziam o trajeto Guimarães-São Luís-Guimarães. No ano de 1835, nas mesmas anotações, há o registro da partida da "sumaca São João do Triunfo para o porto do Calhau, distrito da vila de Guimarães, de propriedade de Bruno Antônio de Barros[15], com 9 pretos de equipagem"[16]. O porto do Calhau, a poucos quilômetros da Fazenda Damásio, pertencente ao português Manoel Martins da Silva, situava-se à margem direita do rio Gepuba.

 

     Para fazer a vida nessa terra ainda desconhecida, os portugueses trouxeram irmãos, esposas, filhos, genros, primos e famílias inteiras, atravessando o Atlântico em viagens de navio a vela que duravam mais de um mês até o porto de São Luís, a maior parte vinda das Ilhas dos Açores. É nesse Atlântico que Fernando Pessoa vai construir o seu Mar Português:

 

       Ó mar salgado, quanto do teu sal

       São lágrimas de Portugal!

       Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

       Quantos filhos em vão rezaram!

       Quantas noivas ficaram por casar

       Para que fosses nosso, ó mar![17]

 

     As mulheres, limitadas às casas grandes nas fazendas espalhadas pelo interior da vila, tinham como único contato exterior a ida aos domingos à igreja de São José e recorriam ao fado para matar as saudades da terra de origem:

 

       Já lá se vão muitos anos

       que a minha pátria não vejo

       nem pai, nem mãe, nem irmãzita

       nem mais a quem dar um beijo.[18]

 

    Na outra ponta, nas senzalas, os cantos de saudades das mulheres escravas eram ouvidos em iorubá e outras línguas africanas. Sem historiografia que desse guarida a seu cantar, os versos da travessia do Atlântico seriam eternizados pelo brasileiro Castro Alves em O Navio Negreiro, declamado nos teatros e nas praças das principais cidades do Império durante a campanha abolicionista:

 

       Era um sonho dantesco... o tombadilho   
       Que das luzernas avermelha o brilho.  
       Em sangue a se banhar.  
       Tinir de ferros... estalar de açoite...   
       Legiões de homens negros como a noite,  
       Horrendos a dançar...

  

       Negras mulheres, suspendendo às tetas   
      Magras crianças, cujas bocas pretas   
      Rega o sangue das mães:   
      Outras moças, mas nuas e espantadas,   
      No turbilhão de espectros arrastadas,  
      Em ânsia e mágoa vãs!
[19]

 

 

O SISTEMA ESCRAVISTA

 

    Em meio aos bons resultados na produção agrícola, permanecia a violência do sistema escravista, tendo como consequência as constantes fugas dos cativos. O recenseamento de 1872 concluiu que havia ainda 5.468 escravos em Guimarães, no ocaso do regime da escravidão[20]. A proporção é tão impressionante que equivale ao mesmo número de habitantes da sede do município nos dias de hoje, ainda que já tivessem sido aprovadas a Lei de Abolição do tráfico de escravos, em 1850, e a Lei do Ventre Livre em 1871. No ano de 1872, o número de escravos correspondia a 36,67% da população, do total de 14.911 habitantes do município.

 

   As fugas de escravos ocorriam desde antes da fundação da vila, conforme registrou José Bruno de Barros em seu testamento redigido em 1810[21]Um ano depois, em 1811, a movimentação de quilombolas causou apreensão nas fazendas e medidas repressivas das autoridades provinciais após uma fuga de dezenas de cativos da fazenda de Antônio José Correia. O dono da fazenda, por conta própria, organizou a perseguição aos seus escravos para prendê-los, mas foi morto por eles. A morte do senhor de engenho provocou uma expedição militar com cerca de 100 soldados, comandada pelo capitão Antônio Mateus contra os quilombolas que continuavam em fuga. Nas matas, os quilombolas juntavam-se a cativos de outras fazendas, na tentativa de alcançar o quilombo de João Congo, para além do rio Turiaçu. Dos mais de 40 escravos em fuga, 31 foram capturados, havendo entre eles 15 mulheres e 10 crianças[22].

 

    Na argamassa entre as pedras das paredes do térreo do imponente prédio da Praça dos Sagrados Corações estão gravadas dores seculares da escravidão. A Casa da Câmara e Cadeia, que sedia hoje o Fórum de Justiça, fora construída pelo braço dos escravos negros requisitados às fazendas da vila. Essa mesma Cadeia, nas décadas seguintes, serviria de prisão para dezenas de escravos fugidos recapturados.

 

   Quando o engenheiro português Antônio Bernardino do Lago publica o seu Itinerário da Província do Maranhão, no ano de 1820, nele já fazia alusão à existência do prédio, localizado na Praça da Municipalidade como então era chamada a hoje Praça dos Sagrados Corações[23]. Nele, durante o período colonial e também nos anos do Império, funcionavam, no andar superior, a Câmara Municipal, os órgãos da Justiça, a delegacia e o quartel de polícia; no térreo, as celas dos presos. Naquelas quatro celas do piso inferior ficavam presas as pessoas que cometiam delitos comuns, assim também como os escravos fugidos que tentavam livrar-se do cativeiro.

 

O ROMANCE ABOLICIONISTA DE MARIA FIRMINA DOS REIS

 

    Era caminhando pelo meio da praça que a professora Maria Firmina dos Reis costumava ver rostos de escravos negros fugidos, já presos, entre as pesadas grades da Cadeia quando atravessava a pé a Praça da Municipalidade. O sobrado de dois andares, levantado em pedra e soque[24], reinava sozinho no lado sul da praça, com fundos para a baía de Cumã, sem nenhuma outra construção a rivalizar com ele. A professora ultrapassava as mangueiras e oitizeiros e se dirigia para a igreja de São José, à direita, um pouco mais abaixo, fosse para as missas dominicais ou para os batizados de seus filhos de criação (na maioria, filhos de ex-escravos) e de seus inúmeros afilhados.

 

   Quadros como esse do cotidiano de Guimarães, certamente motivaram Maria Firmina – a única professora concursada da vila –, mulata e filha de ex-escrava[25], a escrever, em 1859, o primeiro romance do abolicionismo brasileiro, na escrivaninha de sua casa, localizada na Praça da Independência (hoje, Praça Luís Domingues), muito antes do início da campanha abolicionista nos principais centros urbanos do Império. O romance Úrsula[26] foi produzido 9 anos antes de o poeta Castro Alves incendiar com os seus versos os auditórios e praças das principais cidades do Império em favor da libertação dos escravos, na primeira grande mobilização social do país – a Campanha pela Abolição da Escravidão  –, sob o comando de José de Patrocínio, Luís Gama, André Rebouças, Vicente de Souza, Joaquim Nabuco, Sousa Dantas, João Clapp[27] e tantos outros.

 

    Contrariamente ao que difunde a história oficial, a escravidão não fora “branda” no território da vila. Como lembram Lilia Schwarcz e Heloisa Staling: “Não há escravidão boa ou má, portanto não há escravidão melhor ou pior. Sempre e em qualquer lugar ela gera o sadismo, a rotinização da violência e a perversão social”[28].  Nos anos de 1838, 1839, 1841 e 1847 deram-se as maiores fugas de escravos nas fazendas do município. Em 1840, as autoridades municipais oficiavam ao presidente da Província dando conta da “existência de um quilombo de escravos fugidos com um número de 40 pessoas" e em 1847 ocorria a maior de todas as fugas: 200 escravos fugidos das fazendas Gurutil, Lago, Santa Eulália e Bahia, de propriedade do barão de Bagé[29].

 

   Apesar de juridicamente serem tratados como "semoventes", os cativos lutavam para ampliar os espaços destinados às suas horas de lazer, cuidar dos seus filhos, cultuar os seus deuses, recriar suas culturas, planejar fugas e sonhar com a liberdade. Nas brechas do sistema, por exemplo, o bumba-boi de zabumba de Guimarães nasceu nos terreiros das fazendas. O batuque é africano, o auto tem origem ibérica com reflexo das boiadas do Brasil Colônia e a dança denota tanto a presença da cultura afro como a indígena.

 

A HISTÓRIA GRAVADA EM PEDRAS

 

    As paredes de pedra, de quase um metro de largura, do térreo do prédio do Fórum, na praça dos Sagrados Corações, foram preservadas na reconstrução de 1992. Também as pedras de cantaria trazidas de Portugal permanecem ainda hoje na entrada das celas, que abrigam atualmente departamentos do Fórum de Justiça.  Nelas, nos primórdios da vila, ecoaram muitas vozes de dor de jovens, adultos e idosos escravizados, presos pelo “delito” de lutarem por sua própria liberdade.

 

 Nagôs, congos, minas[30], hauçás, fanti-ashanti, moçambiques, jejes, angolas, e cabindas[31] se aglomeraram nas terras dos tupinambás do Cumã ao longo de quase três séculos junto a alcantarenses, lisboetas, açorianos, ludovicenses, minhotos e, por fim, vimarenses, no trabalho de edificar Guimarães.

     

   No transcurso destes 260 anos da nossa "Villa de Guimaraenz do Cumam", não podem ficar relegados ao esquecimento os milhares de homens e mulheres de várias etnias que, enfrentando o regime escravista, deixaram legado fundamental na formação da população vimarense e na construção da nossa História.

 

 

 

 

 

_______________________

 

NOTAS

 

1. Ata de fundação da Vila de Guimarães contida nos Autos de Vereação da Câmara da Vila de Guimarães do Cumã (1761-1778), pertencente ao Arquivo da Câmara Municipal de Guimarães.

 

2. Claude d'Abbeville, História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1975, p. 121.

 

3. César Augusto Marques, Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão. 3ª edição, São Luís: Edições AML, 2008, p. 878: Somente no ano de 1852 seria "declarado o rio Gurupi o limite entre o Maranhão e o Pará" pelo Decreto Imperial 639, de 12 de junho de 1852. Os sertões do Pará, em 1758, começavam à margem esquerda do rio Turiaçu, compreendendo a região onde estão localizados, atualmente, os municípios de Turiaçu, Governador Nunes Freire, Maracaçumé, Cândido Mendes, Godofredo Viana, Luís Domingues, Carutapera, Amapá do Maranhão, Godofredo Viana, Junco do Maranhão, Boa Vista do Gurupi e Centro Novo do Maranhão.

 

4. Antonia da Silva Mota, Kelcilene Rose Silva e José Dorvil Montovani, Cripto maranhenses e seu legado. São Paulo: Siciliano, 2001, pp. 74-83.

 

5. Sílvia Hunold Lara (org.), Ordenações filipinas - Livro V. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, pp.39-40.

 

6. Manolo Florentino e José Roberto Góes, A paz nas senzalas: famílias escravas e tráfico atlântico, Rio de Janeiro c. 1790-c. 1850. São Paulo: Editora Unesp, 2017, p. 25.

 

7. Antônio Bernardino Pereira do Lago, Itinerário da Província do Maranhão, São Paulo: Siciliano, 2001, pp. 18-20.

 

8. Flávio dos Santos Gomes, A hidra e os pântanos: mocambos, quilombos e comunidades de fugitivos no Brasil, (Séculos XVII-XIX). São Paulo: Ed. Unesp: Ed. Polis, 2005, p. 135.

 

9. Camarão levado ao fogo com bastante sal, sem água, em vasilhas de latão ou ferro.

 

10. Domingos Vieira Filho, A linguagem popular do Maranhão, 3ª ed., Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora Ltda, 1979, p. 43: "Meassaba - Esteira comprida que abre e fecha com várias utilidades, feita de folhas de pindova. (...) Há as formas mensaba e meansaba, esta usada na área do Pindaré".

 

11. Ibid., p. 43: "Cofo - Espécie de paneiro feito de folhas de pindova trançadas."

 

12. Ferreira Gullar, Poema Sujo, 2ª ed., Rio de Janeiro: Editora Civilização Bfrasileira S/A, 1977, pp. 70-71.

 

13. Pequena embarcação de dois mastros.

 

14. Arquivo Público do Estado do Maranhão,  Repertório de documentos para a História da Escravidão no Maranhão 1754-1840, São Luís: Edições SECMA, 2015, p. 336.

 

15. Paulo Oliveira, Cronologia da História do Maranhão, São Luís: Segraf, 2007, p. 93.

 

16. Arquivo Público do Estado do Maranhão, op. cit., p. 331.

 

17. Fernando Pessoa, Mensagem, São Luís: Edições AML, 1995, p. 64.

 

18. Conceição de Maria Nogueira Magalhães, Elos: livro de família. São Luís: Edufma, 2013, p. 356.

 

19. Alberto da Costa e Silva, Castro Alves: um poeta sempre jovem. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 103.

 

20. Brasil, Recenseamento de 1872, citado por Aldenir Mendes Guimarães em Aspectos Econômicos de Guimarães: 1850-1880. Monografia (Licenciatura em História) - Universidade Estadual do Maranhão, São Luís, 1997, p. 33.

 

21. Paulo Oliveira, op. cit., pp. 91-94.

 

22. Flávio dos Santos Gomes, op. cit., p. 303.

 

23. Antônio Bernardino Pereira do Lago, op. cit. p. 23.

 

24. Domingos Vieira Filho, op. cit., p. 90: “Soque - Chão de terra batida e dura, derivando o termo do fato da terra do piso ser fortemente compactada com um soquete”. Barro preparado de forma compacta com cascalho (piçarra), muito utilizado em construção de largas paredes no período colonial.

 

25. Dilercy Aragão Adler, Maria Firmina dos Reis: uma missão de amor. São Luís: Academia Ludovicense de Letras, 2017, p. 107.

 

26. Maria Firmina dos Reis, Úrsula. Edição fac-similar, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora Ltda., 1975.

 

27. Angela Alonso, Flores, votos e balas: o movimento abolicionista brasileiro (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015, pp. 359 e 369.

 

28. Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 97.

 

29. Arquivo Público do Estado do Maranhão, op. cit., p. 359.

 

30. Gwendolyn Midlo Hall, Escravidão e etnias africanas nas Américas: restaurando elos. Petrópolis-RJ: Vozes, 2017, p. 222: "Os africanos listados como minas por todas as Américas certamente não eram invariavelmente, ou provavelmente nem sequer frequentemente, africanos que viveram perto de Elmina na Costa do Ouro, ou que foram enviados de lá. O significado de 'mina' variou no tempo e no espaço e por língua dos documentos, e o termo às vezes pode ter significado 'minerador'. Mas 'mina' normalmente era uma designação étnica ou costeira que, apesar de incluir a Costa do Ouro, muitas vezes era uma etnia específica exportada da Costa dos Escravos."

 

31. Carlos de Lima, História do Maranhão - a colônia. 2ª ed., São Luís: Instituto Geia, 2006, pp. 127 e 130.

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

Manuscritos

 

Ata de fundação da Vila de Guimarães contida nos Autos de Vereação da Câmara da Vila de Guimarães do Cumã (1761-1778).

 

Bibliografia

 

ABBEVILLE, Claude d’. História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1975.

 

ADLER, Dilercy Aragão. Maria Firmina dos Reis: uma missão de amor. São Luís: Academia Ludovicense de Letras, 2017.

 

ALONSO, Angela. Flores, votos e balas: o movimento abolicionista brasileiro (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015, pp. 359 e 369.

 

Arquivo Público do Estado do Maranhão. Repertório de documentos para a História da Escravidão no Maranhão 1754-1840. São Luís: Edições SECMA, 2012.

 

VIEIRA FILHO, Domingos Vieira. A linguagem popular do Maranhão, 3ª ed., Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora Ltda, 1979.

 

FLORENTINO, Manolo; GÓES, José Roberto. A paz nas senzalas: famílias escravas e tráfico atlântico, Rio de Janeiro c. 1790-c. 1850. São Paulo: Editora Unesp, 2017, p. 25.

 

GOMES, Flávio dos Santos. A hidra e os pântanos: mocambos, quilombos e comunidades de fugitivos no Brasil, (Séculos XVII-XIX). São Paulo: Ed. Unesp: Ed. Polis, 2005.

 

GUIMARÃES, Aldenir Mendes. Aspectos Econômicos de Guimarães: 1850-1880. Monografia (licenciatura em História) - Universidade Estadual do Maranhão, São Luís, 1997.

 

GULLAR, Ferreira. Poema Sujo. 2ª ed., Rio de Janeiro: Editora Civilização Bfrasileira S/A, 1977, pp. 70-71.

 

HALL, Gwendolyn Midlo, Escravidão e etnias africanas nas Américas: restaurando elos. Petrópolis-RJ: Vozes, 2017,

 

LAGO, Antonio Bernardino Pereira do. Itinerário da Província do Maranhão. São Paulo: Siciliano, 2001.

 

LARA, Sílvia Hunold (org). Ordenações filipinas - Livro V. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, pp.39-40.

 

LIMA, Carlos de. História do Maranhão - a colônia. 2ª ed., São Luís: Instituto Geia, 2006.

 

MAGALHÃES, Conceição de Maria Nogueira. Elos: livro de família. São Luís: Edufma, 2013, p. 356.

 

MARQUES, César Augusto. Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão. 3ª edição, São Luís: Edições AML, 2008. 

 

MOTA, Antonia da Silva; SILVA, Kelcilene Rose; MONTOVANI, José Dorvil. Cripto maranhenses e seu legado. São Paulo: Siciliano, 2001, pp. 74-83.

 

OLIVEIRA, Paulo. Cronologia da História de Guimarães. 2ª ed., São Luís: Segraf, 2007, pp. 91-94.

 

PESSOA, Fernando, Mensagem. São Luís: Edições AML, 1995, p. 64.

 

REIS, Maria Firmina dos. Úrsula. Edição fac-similar, Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora Ltda., 1975.

 

SILVA, Alberto da Costa e. Castro Alves: um poeta sempre jovem. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

 

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

 

 

 

                                                   

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