ENTREVISTA: SECRETÁRIA DA MULHER DE GUIMARÃES FALA SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
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Durante o mês de Agosto Lilás, período dedicado à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher, o Vimarense.com.br conversou com a secretária municipal da Mulher de Guimarães, professora Cláudia Abrantes, para saber quais ações estão sendo desenvolvidas no município e como funciona a rede de proteção às mulheres.
Na entrevista, Cláudia destaca a importância da informação para que as mulheres conheçam seus direitos e saibam onde procurar ajuda, além de apresentar a programação preparada pela Secretaria da Mulher em parceria com outras secretarias municipais e com o apoio da Prefeitura.
A secretária também fala sobre a importância da participação dos homens, das famílias e de toda a sociedade na construção de uma cultura de respeito e na prevenção da violência.
“Denunciar é se proteger. Existe uma rede de apoio pronta para te acolher, tem lei, tem serviço, tem gente que acredita em você. Falar é o primeiro passo”, afirma Cláudia Abrantes.
Confira a entrevista completa e conheça as ações do Agosto Lilás em Guimarães.
1. Qual é a importância do Agosto Lilás para conscientizar a população sobre a violência contra a mulher e fortalecer a rede de proteção em nosso município?
Secretária Cláudia Abrantes: “Em Guimarães, o Agosto Lilás tem um papel bem prático: é o mês em que o município concentra e intensifica ações de prevenção, informação e fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Conscientizar sobre os tipos de violência, divulgar a rede de apoio, promover debates e ações educativas e fortalecer o empreendedorismo feminino são iniciativas que buscam colocar o tema na agenda pública e fazer com que as mulheres conheçam seus direitos e saibam onde buscar ajuda.
Neste ano, o Agosto Lilás marca os 20 anos da Lei Maria da Penha e promove um período de intensa conscientização pelo fim da violência contra a mulher.”
2. Quais são as principais ações que a Secretaria Municipal da Mulher está desenvolvendo durante o Agosto Lilás deste ano?
Secretária Cláudia Abrantes: “Em parceria com as demais secretarias municipais e com o apoio da Prefeitura de Guimarães, durante todo o mês estaremos realizando palestras, rodas de conversa para o público masculino e feminino e também para alunos do Ensino Médio, campanhas nas redes sociais, a Feirinha das Mulheres Empreendedoras – Fortalecendo Redes – e a corrida ‘Mulheres em Movimento: correndo por mais respeito’.”
3. Muitas mulheres ainda têm medo ou vergonha de denunciar. Que mensagem a senhora gostaria de deixar para aquelas que estão vivendo uma situação de violência?
Secretária Cláudia Abrantes: “Guimarães diz não à violência contra a mulher. Denunciar é se proteger. Existe uma rede de apoio pronta para acolher, tem lei, tem serviço e tem gente que acredita em você. Falar é o primeiro passo. Nós, mulheres, merecemos viver em paz, respeito, liberdade e segurança.”
4. Quais são os caminhos e serviços que uma mulher deve procurar em Guimarães quando sofre algum tipo de violência ou precisa de orientação?
Secretária Cláudia Abrantes: “Se uma mulher estiver sofrendo qualquer tipo de violência, o primeiro passo é proteger a própria vida, buscar apoio e garantir seus direitos.
Em Guimarães e em todo o Brasil, a rede de proteção funciona da seguinte forma:
Em situação de risco imediato:• Ligue 190.
Para denunciar e buscar proteção legal:• Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher;• Delegacia – para registro da ocorrência;• Vara de Justiça/Fórum de Justiça de Guimarães – para solicitar medida protetiva;• Ministério Público;• Defensoria Pública.
Para acolhimento e apoio:• UBS e Hospital Municipal Maria Alice Coutinho;• Secretaria Municipal da Mulher;• CREAS.”
5. Além da violência física, existem formas de violência psicológica, moral, patrimonial e sexual. Como identificar esses tipos de violência e por que é importante não silenciá-los?
Secretária Cláudia Abrantes:“É importante que as mulheres saibam que a violência não se manifesta apenas por agressões físicas. Humilhações, ameaças, controle financeiro, perseguições, ofensas, constrangimentos e abusos também são formas de violência previstas na Lei Maria da Penha. Conhecer esses sinais é fundamental para romper o silêncio e buscar ajuda o quanto antes.”










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