GUIMARÃES CAI NA FOLIA: QUATRO DIAS DE FESTA E TRADIÇÃO.
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Durante quatro dias, entre 14 e 17 de fevereiro, Guimarães confirmou sua vocação para a alegria. A cidade acolhedora, de ruas históricas e tradições pulsantes, viveu um Carnaval que misturou grandes atrações, valorização da cultura local e o reencontro das famílias nas portas de casa — cenário típico que resiste ao tempo e dá identidade à festa.
Na Praça Luís Domingues, palco principal da programação, a multidão se revezou em frente ao palco montado no centro da cidade. O espaço público, que já é ponto de encontro tradicional, tornou-se o epicentro de uma celebração marcada por diversidade musical, forte participação popular e movimentação econômica significativa.
Ao redor da praça, barracas padronizadas venderam comidas típicas, bebidas e lanches rápidos. Vendedores ambulantes circularam entre os foliões oferecendo água , pipoca até adereços carnavalescos. Para muitos trabalhadores informais, os quatro dias representaram aumento na renda e oportunidade de fortalecer pequenos negócios, fazendo do Carnaval também um motor da economia local.
No sábado (14), o público prestigiou shows da Banda Líbano e de Pablo Invocado, abrindo oficialmente a maratona carnavalesca em clima de euforia. No domingo, foi a vez da Banda Imagem do Brasil, de Ytalo Paulo e de Mayara Lins animarem os foliões. A noite ainda reservou um dos momentos mais vibrantes da programação: o bloco alternativo Somos do Povo realizou um verdadeiro arrastão pelas ruas, arrastando moradores e visitantes em um cortejo que reafirmou o espírito democrático da festa.
A segunda-feira manteve o ritmo acelerado com a Banda Balancear, o cantor Jeydson Araújo e a potência sonora da Aparelhagem RobSom, que transformou a praça em um grande baile a céu aberto. Já na terça-feira, último dia de Carnaval, o cantor Laninho Xé Bacana voltou a incendiar o público, seguido novamente pela Aparelhagem RobSom, encerrando a programação principal com energia máxima.
Além dos shows no palco principal, o Carnaval de Guimarães também ganhou as ruas com o desfile da escola de samba Raízes do Veterano do Samba, que levou ritmo, fantasia e tradição para o circuito carnavalesco. A agremiação com suas tradicionais baianas, símbolo da cultura popular local, reafirmou a força do samba na cidade.
A Charanga de São José também marcou presença, com seu samba para 2026 e animando foliões de todas as idades. Ao som de instrumentos de percussão, a charanga percorreu ruas e praça Luís Domingues, mantendo viva uma tradição.
Dezenas de blocos alternativos completaram a programação, ocupando bairros, organizando concentrações espontâneas e mostrando que o Carnaval vimarense é plural, descentralizado e essencialmente popular.
A terça-feira também foi marcada pelo Bloquinho das Crianças, que percorreu as ruas até a praça principal. Ao som do grupo Estripulia Elétrico, a criançada viveu um momento pensado especialmente para o público infantil e suas famílias — um Carnaval lúdico, seguro e inclusivo, reforçando o caráter comunitário da festa.
Bem ao lado da estátua de Maria Firmina dos Reis, primeira romancista brasileira e símbolo maior da cultura vimarense, a Tenda Roots foi um dos pontos altos do evento. Embalada pelo reggae, ritmo que ecoa forte no Maranhão, a estrutura alternativa atraiu um público fiel e diverso, consolidando-se como um dos espaços mais celebrados da programação.
Na praça principal, a banda local Tony & Nono e Banda manteve viva a tradição ao interpretar, o já conhecido “O, O, O Guimarães”, da música Cidade Pequena. A canção, repetida em coro pelos foliões, tornou-se trilha sonora constante da festa, reafirmando o orgulho de pertencer à terra.
Além da programação central, o Carnaval contou ainda com o Circuito do Cumã, que ao longo dos quatro dias levou música, alegria e folia às comunidades. O destaque foi a Radiola Hollywood Som, acompanhada por atrações locais que fortaleceram a cultura popular e descentralizaram a festa, garantindo diversão tanto para moradores quanto para visitantes.
Entre palcos, desfiles, blocos, radiolas e oportunidades de trabalho, Guimarães mostrou que seu Carnaval vai além da festa: é expressão de identidade, tradição, desenvolvimento econômico e celebração coletiva. Durante quatro dias, a cidade reafirmou que, quando fevereiro chega, tradição e modernidade caminham juntas ao som da alegria.










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