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PROCISSÃO DO ENCONTRO EMOCIONA FIÉIS E RESGATA TRADIÇÃO HISTÓRICA EM GUIMARÃES

  • Foto do escritor: Blog Vimarense
    Blog Vimarense
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Diante da Praça Luís Domingues, as imagens de Jesus Cristo (Senhor dos Passos) e Virgem Maria (Nossa Senhora das Dores) se encontram em um dos momentos mais emocionantes da Procissão do Encontro, levando os fiéis às lágrimas e à profunda reflexão sobre a dor e o amor entre mãe e filho.
Diante da Praça Luís Domingues, as imagens de Jesus Cristo (Senhor dos Passos) e Virgem Maria (Nossa Senhora das Dores) se encontram em um dos momentos mais emocionantes da Procissão do Encontro, levando os fiéis às lágrimas e à profunda reflexão sobre a dor e o amor entre mãe e filho.
Fiéis de Guimarães revivem uma antiga tradição durante a emocionante Procissão do Encontro, mantendo viva a fé e a história do povo vimarense.
Fiéis de Guimarães revivem uma antiga tradição durante a emocionante Procissão do Encontro, mantendo viva a fé e a história do povo vimarense.
Peças sacras autênticas, produzidas entre os séculos XVIII e XIX, integram o valioso patrimônio religioso da Igreja Matriz de São José, preservando a história e a devoção do povo de Guimarães.
Peças sacras autênticas, produzidas entre os séculos XVIII e XIX, integram o valioso patrimônio religioso da Igreja Matriz de São José, preservando a história e a devoção do povo de Guimarães.
Ao final da procissão, a bênção é realizada na Igreja Matriz de São José, reunindo as imagens sacras e os fiéis em um momento de fé e devoção em Guimarães.
Ao final da procissão, a bênção é realizada na Igreja Matriz de São José, reunindo as imagens sacras e os fiéis em um momento de fé e devoção em Guimarães.

Na noite desta terça-feira, 31 de março, fiéis de Guimarães participaram de um dos momentos mais marcantes da religiosidade católica: a Procissão do Encontro. A celebração, carregada de fé e simbolismo, reuniu homens e mulheres em dois cortejos distintos que se encontraram em frente à Praça Luís Domingues, revivendo uma tradição histórica da Igreja.

A imagem do Senhor dos Passos saiu da residência do casal Veroca e Ozamir, localizada na Rua Sotero dos Reis. Conduzida pelos homens, a procissão seguiu em direção à praça, em clima de oração e recolhimento. Ao mesmo tempo, a imagem de Nossa Senhora das Dores partiu da casa do casal Zoca e Rosana, na Rua Felomena Archer da Silva (Rua do Porto), sendo levada pelas mulheres, também em direção ao ponto de encontro.

Diante da Praça Luís Domingues, as duas imagens se encontraram, representando simbolicamente o doloroso momento em que mãe e filho se cruzam no caminho do Calvário. Em seguida, os fiéis seguiram em procissão unificada até a Igreja Matriz de Igreja Matriz de São José, fortalecendo os laços de fé e tradição da comunidade.

A Procissão do Encontro é uma das expressões mais significativas da religiosidade popular durante a Quaresma e a Semana Santa. Ela recorda o encontro de Jesus Cristo com sua mãe, Maria, no caminho para a crucificação. Este momento, marcado pela dor e pelo amor materno, convida os fiéis à reflexão sobre o sofrimento, a compaixão e a esperança na ressurreição.

De origem europeia, especialmente das tradições portuguesas e espanholas, a Procissão do Encontro foi trazida ao Brasil durante o período colonial, sendo incorporada às manifestações da fé popular em diversas regiões. Em muitas cidades históricas, tornou-se um dos pontos altos das celebrações quaresmais, mantendo viva uma herança cultural e espiritual transmitida por gerações.

Em Guimarães, há registros orais de que a procissão já foi realizada há muitas décadas, embora não se tenha precisão sobre seu início. Após um longo período sem acontecer — estima-se que possa ultrapassar 80 anos, a tradição foi resgatada pelo pároco Ribamar Rodrigues, que recentemente assumiu a paróquia e tem incentivado a valorização das práticas religiosas locais.

O retorno da Procissão do Encontro reforça a identidade cultural e espiritual do povo vimarense, reunindo gerações em torno da fé e da memória coletiva. Mais do que um ato religioso, a celebração se firma como um importante patrimônio imaterial, que renova a cada ano o sentimento de pertença e devoção da comunidade.

 
 
 

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